Último disco do Paulo Sérgio pela gravadora Caravelle e o último gravado exclusivamente só no rio de janeiro. Novamente com a produção do próprio cantor, com arranjos do maestro Perruzi, The Fevers na base, e desta vez com o Odilon comandando a mesa de som. Nessa época o Mazola já tinha deixado o estúdio Hawey por conta de uma sacanagem que fizeram com ele, e já tinha recebido a proposta de ir trabalhar na Philips por conta dos prêmios que ele ganhou gravando os discos do Paulo Sérgio. Esse disco vem com uma carga dramática bem mais do que nos discos anteriores, recheado de baladas no estilo brega soul que já era a marca registrada do cantor. Você sente que as músicas tem um caráter pessoal e foram feitas exclusivamente para o cantor. Antes do lançamento oficial do álbum a gravadora lançou um compacto duplo com as músicas, Só Não Lhe Dou Meu Coração, Não, Não Vou Mais Lhe Escrever, Minha Cinderela, para aquecer as vendas do álbum, o problema é que a Caravelle estava em processo de venda e talvez por isso não trabalhou o álbum adequadamente. Foi um disco que não gerou um grande sucesso mais tem ótimas canções, a grande curiosidade é a valsa rock psicodélica "E O Destino Desfolhou" composição do Gastão Lamounier e do Mario Rossi, outro destaque é Não Vou Mais Lhe Escrever composição de Paulo Sérgio e Carlos Roberto um funk brega que levanta defunto. Mas o que chama atenção nesse álbum é as linhas de baixo feita pelo Libert Ferreira, talvez as linhas e pegada de baixo mais copiada no universo brega music. Foi relançado em 1972 pela Copacabana, Beverly em 1991, Magazine em 1983 e em cd pela EMI em 2005.
Versão lançada pela Copacabana em 1972






