Depois do grande sucesso do volume 6 embalado pela música Desiludido, Paulo Sérgio volta ao estúdio Artistas Reunidos para gravar mais um volume da sua carreira de sucesso até então. Com os carbonos na base, produção de Talmo Scaranari e Decio Fonsi, com arranjos e regência do maestro Waldemiro Lemke mais uma vez, e com o corô novamente das futuras Harmony Cats. Na técnica tinha o grande time do estúdio Índio, Toledo, e Renaldo Maziero que eram super requisitados nas gravações em São Paulo. Esse disco tem várias curiosidades a começar pela capa, na prensagem feita para a etiqueta Beverly só tem uma foto do Paulo Sérgio em um fundo preto feita pelo fotógrafo Oswaldo Micheloni, sem nenhum tipo de informação. Na prensagem feita para a etiqueta Copacabana tem a mesma foto mas com o nome do Paulo Sérgio e o logotipo da Copacabana que nessa época já estava usando o logo da borboleta que ficou famoso nos anos seguintes, e na contra capa tinha o desenho de uma Índia junto com as informações do álbum. Na parte musical o disco abre com o rock Nem mesmo Cristo mas o disco não segue no mesmo ritmo da canção e volta para o mesmo esquema do álbum anterior. Nessa época o Odair José estava fazendo um grande sucesso com a música Pare de tomar a pílula, e o Paulo Sérgio grava uma canção com o mesmo tema, só não exige para a mulher da letra a parar de tomar a pílula, dizem que essa música ele fez para a sua esposa na época, outros dizem que ele quis ir no embalo do Odair José, o Paulo Sérgio estava estourado em todo Brasil desde 1968 e não acredito que ele precisasse fazer isso, talvez foi só uma inspiração. Esse álbum carrega outro grande sucesso do Paulo, Índia, que é uma versão de uma canção muito popular no Paraguai, e a grande curiosidade é que a versão que saiu no lp e diferente da que saiu no compacto e que tocou nas rádios, eu prefiro a versão do disco os arranjos são mais bacanas. A Fera Dos Olhos Manso foi feita especialmente para o Paulo gravar que conta a sua impressão sobre a cidade de São Paulo na época morando nela. C'e sempre una esperanza foi um caso ao contrário onde o cantor fez uma versão em italiano de uma música em português. Máquinas Humanas tocou bem nas rádios, o bolero arrasa quarteirão De Coração a Coração é uma das minhas preferidas. Rosana influencio muitas canções bregas por aí ao longo do tempo. A pop barroca Lagrimas Rolaram traz uma sofisticação para o álbum e mostra que o cantor era bem versátil com a sua voz. O disco em 1973 teve a sua prensagem dupla uma com o selo Beverly outra com o selo Copacabana, e teve uma prensagem em moçambique com o selo vermelho da Bervely. Em 1973 a Copacabana relançou os álbuns de 68 a 71 do Paulo Sérgio o que fez gerar um grande erro pela EMI quando relançou os álbuns em cd em 2005 colocado a informação na contra capa de que esses álbuns foram lançados originalmente em 1973. Isso mostra que o cara que fez a pesquisa para os relançamentos olhou bem os arquivos da Copacabana. Na década de 80 a Copacabana relançou esse vinil pelo selo Magazine, e em 1991 saiu pelo selo Beverly.
Para compacto a gravadora soltou antes do disco Tudo Isso Me Faz Lembrar Que O Amor Morreu composição de Odair José e Índia. Índia estourou em todo brasil contrariando a gravadora que apostava no lado A do compacto, tanto que a música nem entrou no disco. Logo após o lançamento do disco saiu o compacto De Coração A Coração/O Retratinho, logo em seguida Nem Mesmo Cristo / Rosana. Para o mercado Portugues pelo selo BIEM/Beverly a gravadora apostou em Índia / Falta Alguém Em Nossa Vida. No geral é mais um ótimo disco do Paulo Sérgio que já estava no volume 7 e sucesso só aumentando.
Versão do selo Copacabana
Versão da Beverly de 1991







