quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Jorge Ben discografia década de 80 (Som Livre/WEA)



Esses dias resolvi mergulhar de cabeça na discografia do Jorge Ben na década de 80 que é bem interessante, totalmente diferente da década de 60 e fugindo da década de 70.





Alô Alô Como vai?(som livre)1980









Eu nunca vi esse álbum sendo citado em lugar nenhum, e nem nunca vi vendendo por aí, foi o primeiro álbum do Jorge que eu ouvi porque eu tinha um vizinho que ouvia direto. Eu gosto de dizer que é um álbum festa, daquele que anima do começo ao fim com o seu estilo funk samba soul tropical.
E com o time que gravou esse álbum não tinha como ser ruim, Lincoln Olivetti e Robson Jorge nos teclados, Jamil Joanes no baixo, Mamão e Paulinho Braga na bateria, Chacal na percussão, a metaleira da banda Black Rio, Márcio Montarroyos
Trompete, Leo Galdelman no sax, entre outros. Discão.



Bem Vinda Amizade(Som Livre)1981











Bem Vinda Amizade e o álbum que continua naquele clima sol, verão, praia, e festa que os discos do Jorge Ben vinha trazendo desde o final da década de 70. O engraçado que esse álbum era o que mais se via nas estantes das casas nas periferias de SP, talvez pelo clima de festa ou pelo embalo dos sucessos, Santo Clara Clareou, Katarina Katarina, O Dia Que O Sol Declarou O Seu Amor Pela Terra, Oé Oé (Faz O Carro De Boi Na Estrada) e Curumin Chama Cunhãtã Que Eu Vou Contar (Todo Dia Era Dia De Índio). A Som Livre só foi lançar um compacto duplo desse álbum em 1982 depois que essas músicas estavam fazendo sucesso nas rádios. A curiosidade do disco é o uso da bateria eletrônica Linn Drums. Uma galera de peso gravou esse álbum: Mu Carvalho, Lincoln Olivetti, Jorginho, As Gatas, A banda do Zé pretinho, Jane Duboc, Guilherme Lamounier, Robson Jorge, Pena, Sônia Burnier entre outros.




Dádiva(Somlivre)1983






Dádiva veio no mesmo embalo dos álbuns anteriores lançado pelo Jorge na Som Livre, diferente dos álbuns da Philips que parece que ele tinha uma certa liberdade de criação, na Som livre parece que engessaram ele dentro de uma fórmula tipo um som exportação. O álbum é mais funk do que o anterior e abre com, Eu Quero Ver A Rainha, um dueto com Tim Maia, e o maior sucesso do álbum foi a música Conquero, e o ponto fraco do álbum é o pot-pourri com as músicas Taj Mahal / Filho Maravilha / País Tropical. O disco foi produzido pelo Guto Graça Mello com arranjos do Lincoln Olivetti e Serginho do Trombone. Dessa vez a som livre não fez a ficha técnica do músicos que gravaram mas chuto que os metais foram gravados pela galera da banda Black Rio



Sonsual (Som Livre)1984






Produzido por Bêne Alves e Jorge Ben esse sexto álbum pela som livre mostra a tentativa de Jorge fazer um som nos moldes do Tábua da Esmeralda e Solta o Pavão, com capa e temas místico, e até com o violão ele voltou, mas infelizmente o álbum não vingou e nem produziu nenhum sucesso. Mas analisado tecnicamente é o melhor álbum de Jorge na década de 80. Em 85 a som livre relançou esse álbum na Itália como nova masterização para promover a turnê que Jorge iria fazer por lá. 
Na gravação participou os seguintes músicos:
Jorge Ben (Violão e voz) Jota Moraes (sintetizadores e teclados) Dadi Carvalho(baixo) César Camargo Mariano(Piano) Riba Nascimento(Guitarra) Luiz Gadelha (bateria) Jota Moraes(teclado) Jurema e Jussara(Coro) Antônio Adolfo(Piano) Paulo Moura(saxofone) Mário Lúcio Marques(saxofone e flauta) Luiz Wagner(baixo) entre outros.





Ben Brasil (Somlivre)1986










Último álbum do Jorge pela som livre e no mesmo molde do anterior com aquele toque de exportação, esse álbum entre 86 e 87 foi lançado na Itália, França, Alemanha e Espanha para promover a turnê que Jorge fez pela Europa durante esses anos. Produzido por Aramis Barros que foi vocalista e guitarrista das bandas Os Canibais e Bango, com arranjos de base feitos pelo Jorge e os arranjos de sopros pelo Serginho Trombone. A gravadora lançou um compacto com as músicas Corta Essa Roberto e Ela Mora Em Mato Grosso, mas a música mais tocada no disco foi Pancada De Amor Não Dói, e como o disco anterior, fez mais sucesso na Europa.

Músicos que gravaram nesse álbum: Jorge Ben(Voz, Guitarras) Jamil Joanes(baixo) João Donato(Piano e teclados) Mu Carvalho(Teclados) Theo Lima(Bateria) Serginho Trombone(Trombone) Paulinho(trompete) Leo Galdeman, Raul Mascarenhas e Zé Carlos (sax) Carlinhos,Nenem, Jorge Gomes, Paulinho e Nelson Damas ( Percussão) Jussara, Ismail Silva, Regininha,Marcio Lott, Rosana, Jaime, Nair, Solange e Cláudio Negão(Coro)




Benjor (WEA)1989









A minha saga dissecando os discos do Jorge Ben na década de 80 termina neste primeiro álbum pela WEA é o primeiro a usar o nome Benjor, que ele já vinha utilizando nas turnês européias de 87 e 88. Nesse álbum Jorge quis se aproximar da galera do rock brazuca chamando Liminha e Nando Reis para produzir junto com Vitor Farias, e com Pena Schmidt e João Leopoldo produzindo a faixa Mama África. No repertório do disco tem o mesmo som do Jorge de sempre, mas com aquela produção pomposa e cheia de brilho do Liminha. Na gravação antigos parceiros de estúdio do Jorge e novos parceiros até o Paralamas do Sucesso gravou. A gravadora impulsionou a música Miss X em todas as rádios e programas de televisão e em seguida o single Norma Jean, Cowboy Jorge chegou a tocar nas rádios, mas não foi muito além. Apesar de toda a grana investida da WEA mais uma vez foi um álbum que repercutiu bem mais na europa, onde foi lançado em vários países, do que no Brasil.

Músicos que gravaram no disco, Jorge Ben (Voz e guitarra) Liminha , Jamil Joanes, Bi Ribeiro e Delmar Brown(Baixo) Herbert Viana, Celso Fonseca (Guitarra) Jorjão (Teclados e Piano) Cláudia Telles, Regininha, Fernando Gomes, Marcio Lott, Luiz Carlos Ismail, Lucia Turnbull(Coro) Claudio Infante, Danny Golthlieb, João Barone e Teo Lima(Bateria)Baiano, Paulinho da Costa, Paulinho da Aba, Chacal, Sidinho Moreira, Neném da Cuíca(Percussão). Os arranjos ficaram por conta do Jorge Ben, Liminha, king Sunny Ade.