Logo após ter lançado o seu segundo álbum, o grupo Região Abissal encerrou as suas atividades. Com isso o Dj Cri foi trabalhar como produtor na gravadora Zimbabwe, e em 1993 ele produziu para a Zimbabwe a música "Fica Di Mau" na voz do Athalyba Man que saiu na coletânea Algo A Dizer volume 1. O sucesso da faixa nos bailes da Zimbabwe animou Athalyba e o DJ Cri a reformular um novo grupo e para essa nova empreitada, chamaram o DJ Grandmaster Duda, que era o DJ mais requisitado de São Paulo e que animava os bailes da Chic Show, para fazer parte do grupo, ajudando o DJ Cri na produção das músicas e para os vocais, já que o Dj cantava bem. O grupo batizado de Athalyba e A Firma gravam uma demo e mostraram para o pessoal da Zimbabwe que recusou o trabalho. Nessa época os álbuns Raio X do Brasil do Racionais Mc's, e Preste Atenção do Thaide e Dj Hum estavam estourado no brasil, e por conta disso a gravadora BMG via selo Plug resolve investir no grupo. O grupo recebeu da gravadora um orçamento de 100 mil dólares para a produção, e com os estúdios Vice-e-Verça, e Mosh a disposição. O álbum foi o melhor confeccionado no brasil e o que teve o maior orçamento e divulgação da época. O grupo levou 3 meses para grava-lo graças ao desconhecimento dos técnicos de som para gravar rap e R&B, os caras estavam acostumados a gravar sertanejo, e por conta disso rolou muito atrito no estúdio. A gravadora passou a produção para o Guta Graça Melo que sem nem ao menos ouvir o grupo rejeitou a produção, não queria o nome dele associado a esse tipo de música, por conta disso o DJ Grandmaster Duda acabou fazendo a produção, mas no encarte do disco colocaram o nome do Reinaldo Barriga, junto com Fernando Camargo que eram músicos do universo sertanejo como produtores, e o nome do Grandmaster Duda como assistente e produção. Por conta dos atritos na gravação a mixagem e a masterização ficou por conta do Grandmaster Duda e do Athalyba. O Guilherme Arantes acompanhou a gravação do álbum e queria participar mas a gravadora não deixou, mesmo assim ele emprestou seu mini moog para o grupo usar. Outros músicos que participaram do disco foi o Bozzo Barretti(Teclado/Baixo) Reinaldo Barriga(guitarra)DJ Luciano(Scratches), Newton Carneiro que tocou o mini moog do Guilherme Arantes. Os vocais foram feitos por Grandmaster Duda, Athaliba Man, DJ Cri, Patricia De Clau Luca, Reinaldo, e Dagô Miranda. Com o suporte de uma grande gravadora o grupo tocou bem nas rádios e em programas de televisão, e rodaram o brasil fazendo shows. Os grandes sucesso do álbum foram "Fim De Tarde" versão rap do clássico gravado por Claudia Telles, Feminia que foi gravada originalmente em 1990 no segundo álbum do Região Abissal, e que aqui ganhou uma nova roupagem, e Política. No álbum também tem uma versão de "Pura" clássico da disco funk brasileira gravada em 1981 pelo Almir Ricardi, Flores e Sujou, que foram gravadas originalmente pelo Região Abissal, a primeira com o nome Flores Para O Seu Caixão, e a segunda como Que Zica Zé, ganhando uma nova roupagem para o álbum. O grupo tinha assinado um contrato de três anos com a BMG mas para o segundo álbum a gravadora queria mudar o estilo do grupo que não aceitou e rescindiu o contrato. Um clássico do rap e da música negra brasileira. o álbum foi lançado em lp e Cd pelo selo Plug em 1994 e até hoje esta fora de catalogo. Na época também foi lançando uma lp com 6 versões diferentes da música Política.
A1 Política (Athalyba Man)
A2 Dinheiro (Athalyba Man)
A3 Salve O Rei (Superstar) (Athalyba Man)
A4 Flôres (Athalyba Man)
A5 Feminina (Athalyba Man)
B1 Pura (Almir Ricardi/Lincoln Olivetti/Robson Jorge)
B2 Camisa De Vênus (Athalyba Man)
B3 Não Parem O Scratch (Athalyba Man)
B4 Fim De Tarde (Perdi Você) (Athalyba Man/Mauro Motta Lemos/Robson Jorge)
B5 Sujou (Athalyba Man)
Versão em CD
Lp com 6 versões diferentes da musica Política







